Desde o final do ano passado várias rebeliões civis têm surgido no chamado mundo árabe. O mundo árabe abrange principalmente o Oriente Médio (principal área produtora de petróleo do planeta), norte da África (África Saariana) e parte da Ásia Central (repúblicas que constituíam a antiga União Soviética). Nessas áreas do planeta encontramos alguns dos mais cruéis regimes ditatoriais do planeta, sem esquecer que na África Central existem vários territórios sob governos ditatoriais, todavia não chamam a atenção de grande parte do mundo por não representarem grande interesse econômico das chamadas potências do ocidente. As rebeliões se iniciaram na Tunísia e foram se espalhando por velhas ditaduras do mundo islâmico, como o Egito (resultou na queda do ditador Mubarak, parceiro dos EUA e de Israel e que estava a trinta anos no poder), Argélia, Iêmen, Baheim e outros países onde as manifestações foram mais amenas, obviamente para nós que analisamos os fatos de longe. A bola da vez tem sido a Líbia, e ao que nos parece, os rumos da rebelião já pode ser considerado o mais trágico, pois segundo informações, nem sempre confirmadas, o número de mortos já passa de mil. Algumas temas importantes destes eventos devem ser discutidas. O UOL notícias convidou um time de especialistas para discutir algumas destas questões. Eu como professor da área acho válido repassar repassar nesse blog. . Os convidados foram: Elizabeth Iskander. Pesquisadora ligada ao departamento de relações internacionais da London School of Economics, com foco em política, sociedade e direito no Oriente Médio Osvaldo Coggiola. Doutor em História Comparada das Sociedades Contemporâneas pela École ês Hautes Études em Sciences Sociales. É professor da Universidade de São Paulo Vânia Carvalho. Doutora em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade de Hildesheim, Alemanha. É professora na Universidade de Brasília Mohamed Habib. Egípcio radicado no Brasil, vice-presidente do Instituto de Cultura Árabe e autor de diversos artigos sobre geografia política do Oriente Médio e do mundo árabe. Eis as cinco questões centrais levantadas na onda de levantes populares no mundo árabe: 1. O processo em curso no norte da África e no Oriente Médio é uma "revolução"? Elizabeth Iskander
2.A internet tem poder para derrubar ditaduras? Elizabeth Iskander
3. Qual o elemento decisivo para que esta onda de protestos fosse deflagrada? Elizabeth Iskander
4. Quem ganha e quem perde com a onda de revoltas na região? Elizabeth Iskander
5. Na sua avaliação, quais governos serão os próximos cair?
PS. Este tema faz parte do programa do Prise para o 2o ano e Enem. |
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Revoltas e rebeliões no mundo árabe
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Seja um professor.
O governo Federal vem fazendo uma campanha maciça na mídia convocando os brasileiros para se tornarem professores (não sei se isso é possível), mas em todo caso este é o objetivo do governo brasileiro que pretende transformar o país em uma potencia e sabe que isso só será possível melhorando os índices educacionais. Mas será que vale a pena ser professor nos dias de hoje?
Este ano estou completando 25 anos ininterruptos de sala de aula e lembro (ainda tenho boa memória) que há alguns anos atrás quando ouvia relatos de colegas meus que não admitiam de forma alguma que seus filhos se tornassem professores como eles. Eu ficava indignado, pois não aceitava que esses mesmos colegas fossem os primeiros a desprestigiarem nossa profissão. Por outro lado todas as vezes que minha filha Larissa falava que gostaria de ser professora, eu ficava alegre e lisonjeado por saber que ela estava seguindo meus passos e de minha esposa também professora, isso significava que eu conseguia inspirá-la a esta nobre função.
Hoje, não muito tempo depois, confesso que tenho ficado preocupado por saber que ela ainda mantém esse desejo. E ai vem a pergunta: será que vale a pena estimular minha filha ser professora? Será que não é melhor desestimulá-la?
Vejamos as razoes de minha preocupação:
1. Quando comecei a lecionar, ainda percebia certo respeito para com a figura do professor. O professor não era um indivíduo que não tinha tido sucesso em outras áreas e por isso tornou-se professor. Não, eu era visto como alguém que tinha dom para desempenhar este papel e fazia com muito afeto.
2. A direção das escolas via esta (a própria escola) como um meio de transformar a situação de várias crianças e o seu propósito maior era o de formar cidadãos preparados para o mundo, tanto academicamente como no aspecto moral. Acreditava-se e lutava-se por isso (não apenas um slogan de outdoor). Hoje as escolas, principalmente as particulares, na sua maioria, veem a escola como uma fonte de enriquecimento dos empresários da educação e os pais, responsáveis e alunos como clientes, sendo assim, estes sempre têm a razão. Os professores são sufocados e pressionados a serem apenas bons atendentes destes seus “patrões”. Algumas situações são absurdas. Uma colega professora percebeu que o aluno estava colando e retirou-lhe a prova e o levou a coordenação. O que esperaríamos? Que o aluno ficasse sem nota e fosse duramente repreendido (em minha opinião, poderia muito bem ser expulso para servir de exemplo aos demais. Não era assim antes?), mas o que aconteceu? A professora, depois que a família veio pressionar a direção da escola, teve quase que pedir desculpas ao aluno por tê-lo constrangido ao retirar-lhe a prova... é um absurdo ou não?
3. Os pais, responsáveis pela educação dos filhos, cada vez mais querem deixar essa responsabilidade nas mãos dos professores, e ao mesmo tempo quando nós professores tomamos atitudes que cremos ser boas para o desenvolvimento desses mesmos filhos, somos tachados de tacanhos e outros adjetivos muitas vezes impublicáveis. Muitas vezes, acham que seus filhos são os donos da verdade e acreditam em tudo o que os filhos relatam em casa, sem ir à escola conversar com o professor para saber que outra versão o caso apresenta.
4. O que dizer da pedagogia? Entrando na onda das “escolas-comércio”, são cada vez mais frouxas e permissivas, de modo que os alunos são cada vez mais ousados e mal educados, deixando nós, professores, à mercê de um sistema maléfico. O que dizer da psicologia educacional, não se pode beijar ou abraçar uma criança: cuidado professor aí vem processo, pode ser assédio sexual (onde fica a tal da afetividade, tão exigida dos professores). Não se pode dá uma bronca em público, mesmo quando o aluno apronta na frente de todos, cuidado professor, lá vem processo, o aluno não pode ser constrangido. Já tive alunos que me viam como pai e às vezes me davam um abraço tão apertado que a coluna reclamava. Ficava meio sem graça. Até que ponto poderia refletir tal afeto, sem “correr riscos”??? O professor sempre é visto de forma suspeita!
5. E o salário? Na maioria das vezes alguns professores têm vergonha de dizer quanto ganham, mas eu sei que isso não é “privilégio” só dos professores – acho que apenas os políticos tem um salário “digno”em nosso país. Há escolas que até remuneram muito bem, mas o professor é obrigado a trabalhar em um ambiente em que todos mandam ... os pais bons ou maus pagadores mandam. Os diretores mandam. Os alunos, isso mesmo, mandam e até quem sabe o copeiro manda, mas o professor o que faz? OBEDECE E SE RESIGNA AO SISTEMA. Será que vale a pena ganhar bem e ser um mero subalterno ao invés de um instrumento de mudança na sociedade?
Qual o resultado de tudo isso? A mídia vem demonstrando... professores espancados por alunos e pais e quantos casos de professores surtando. A pergunta continua a procurar a resposta. Vale a pena ser professor no Brasil? Na Coreia é certo que vale! Lá uma família para ter prestígio tem que ter um professor. Pense nisso!
PS: como sugestão leia a visão da família no artigo de Cláudio de Moura Castro sob o título: O Sputnik chinês e a educação. – Revista Veja de 9 de fevereiro de 2011.
Um forte abraço
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Boas vindas
A partir de hoje estou me tornando mais um blogueiro. Demorei a aceitar tal idéia, porém diante da necessidade de expor aquilo que penso sobre assuntos do nosso cotidiano, principalmente sobre o que mais gosto de falar: as riquezas do evangelho (cosmovisão verdadeiramente bíblica), futebol (esporte que fui ensinado a gostar desde criança pelo meu pai) e assuntos geopolíticos (afinal de contas fazem parte da minha vida profissional), é que resolvi aderir a esta tecnologia de informação. Não significa, entretanto, que outros assuntos não serão postados e que sempre apresentarei apenas a minha opnião.
É importante ressaltar, que muito embora possa parecer estranho para alguns, tratar de assuntos aparentemente tão opostos - evangelho e futebol, creio porém, que não devemos fazer separação entre o secular e o religioso, já disse o ex-Primeiro Ministro da Holanda Abraham Kuypper: "nào há nada neste mundo que Deus não possa colocar o seu dedo e dizer é meu" e o Apóstolo Paulo afirmou: "quer comamos ou bebamos ou façamos outra coisa qualquer façamos para glória de Deus". Portanto aqui apresentarei minha opnião sempre diante desta visão.
O nome do blog significa coisas diferentes... devemos muitas e não poucas vezes nadar contra a maré e pensar de forma diferente do padrão normal que o mundo nos apresenta. Espero assim poder contribuir com os leitores deste blog.
um forte abraço e aguardem as postagens.
Célio
É importante ressaltar, que muito embora possa parecer estranho para alguns, tratar de assuntos aparentemente tão opostos - evangelho e futebol, creio porém, que não devemos fazer separação entre o secular e o religioso, já disse o ex-Primeiro Ministro da Holanda Abraham Kuypper: "nào há nada neste mundo que Deus não possa colocar o seu dedo e dizer é meu" e o Apóstolo Paulo afirmou: "quer comamos ou bebamos ou façamos outra coisa qualquer façamos para glória de Deus". Portanto aqui apresentarei minha opnião sempre diante desta visão.
O nome do blog significa coisas diferentes... devemos muitas e não poucas vezes nadar contra a maré e pensar de forma diferente do padrão normal que o mundo nos apresenta. Espero assim poder contribuir com os leitores deste blog.
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