terça-feira, 8 de março de 2011

Por quem eu torço?

Hoje estava assistindo o jogo entre Barcelona e Arsenal. Quando a Larissa, que estava assistindo comigo me perguntou: Pai lá na Espanha eles torcem por algum time do Brasil? A pergunta se deve ao fato de que, tanto eu como ela, estávamos torcendo como loucos pela seleção, que é o Barcelona. Respondi que talvez pelo Flamengo ou Corinthians ou mesmo quem sabe o São Paulo, ou ainda o Santos (o velho Santos de Pelé). Depois da pergunta comecei a pensar sobre o fato de que hoje no Brasil muitos adultos, e principalmente crianças torcem por times europeus. Isso se deve em parte ao fato do avanço das telecomunicações, que servem como carro chefe do mundo globalizado que vivemos e/ou pelo fato dos times brasileiros viverem um período de grande mediocridade. Não é raro vermos uma criança com a camisa do Barcelona, Real Madri, Manchester, Chelsea e outros. Mas por que eu?
Desde pequeno fui ensinado por meu pai a torcer pelo Remo (na minha família só o meu sobrinho Samuel não é torcedor do Mais Querido). Muitas vezes fui ao estádio assistir um jogo do Remo, e quantas vezes eu presenciei meu time ser campeão em cima do rival (não fica bem pronunciar o nome). Aliás, como acompanho o futebol paraense a partir de 1970, vi mais o Remo ser campeão do que o rival, pois nestes 40 anos que acompanho o futebol, o Remo foi campeão em 73, 74, 75, 77, 78, 79, 86, 89, 90, 91, 93, 94, 95, 96, 97, 99, 2003, 2004, 2007 e 2008 (relatório do "historiador" Sr Francisco, meu pai, na lucidez dos seus 80 anos). Infelizmente, hoje raríssimas vezes, vou ao estádio torcer, pois o futebol em nosso Estado tem sido marcado pela pobreza de craques e uma situação lastimável no contexto nacional.
Também desde pequeno sou torcedor do Corinthians, e neste caso o único de uma família de sãopaulinos e santistas. Como esquecer o gol de Basílio em 1977? Depois de 23 anos de jejum, na realidade foi a primeira vez que vi o Timão ser campeão, e já tinha 13 anos de idade. Como esquecer o timaço do início dos anos 80 com Sócrates, Zenon, Casagrande e Cia. Apesar dos rivais tentarem ridicularizar o título mundial de 2000, é bom não esquecer que foi o primeiro organizado e reconhecido pela FIFA.
Também sou torcedor do tricolor carioca (Fluminense). Aqui reconheço, que talvez, mais por uma tradição de garoto (onde morava cada menino tinha que torcer por um time paraense, um carioca e um paulista) que por paixão. Mas com o passar dos anos fui amando o Fluminense da máquina dos anos 70 e do casal vinte (Assis e Washington) dos anos 80. Não dá para esquecer o gol de cabeça de Assis, após um cruzamento de Aldo (apesar de amapaense, despontou jogando em Belém) sobre o Flamengo nos últimos minutos, e que levou o Tricolor a ser campeão em 1984.
Mas por que torcer pelo Barcelona? Talvez motivado pelo fato de que o time atual do Barcelona procura recuperar o futebol do passado, que diferente do atual, o tão famigerado futebol força e no qual,quando um jogador faz uma jogada linda em uma partida, logo é chamado de craque. Por que o Barcelona? Porque joga tocando a bola de pé em pé até chegar ao gol do adversário e raras vezes apela para o chutão e para jogadas ríspidas. Por qu torcer pelo Barcelona? Talvez pelo fato de não ver no Brasil (ex- país do futebol) nenhum time que se aproxime do mesmo. Alguém pode até querer me lembrar que o Internacional ganhou do “mesmo” Barcelona na final do mundial de clubes de 2006. Mas a Itália também ganhou do Brasil em 1982 (tragédia do Sarriá). E não tenho dúvida se aquele Brasil e Itália se repetissem 100 vezes, o Brasil ganharia todas – o mesmo com relação a Barcelona e Internacional, daria, na minha opinião, 100 vezes o Barça. Talvez não seja nem torcedor do Barcelona. Mas sim torcedor de um time que jogue verdadeiramente um belo futebol. Poderia ser o Real, ou o Milan, ou a Juventus, ou qualquer outro. Torço pelo futebol bem jogado. Hoje torço pelo Barcelona!

Abraço

Célio.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Revoltas e rebeliões no mundo árabe


Desde o final do ano passado várias rebeliões civis têm surgido no chamado mundo árabe. O mundo árabe abrange principalmente o Oriente Médio (principal área produtora de petróleo do planeta), norte da África (África Saariana) e parte da Ásia Central (repúblicas que constituíam a antiga União Soviética). Nessas áreas do planeta encontramos alguns dos mais cruéis regimes ditatoriais do planeta, sem esquecer que na África Central existem vários territórios sob governos ditatoriais, todavia não chamam a atenção de grande parte do mundo por não representarem grande interesse econômico das chamadas potências do ocidente.

As rebeliões se iniciaram na Tunísia e foram se espalhando por velhas ditaduras do mundo islâmico, como o Egito (resultou na queda do ditador Mubarak, parceiro dos EUA e de Israel e que estava a trinta anos no poder), Argélia, Iêmen, Baheim e outros países onde as manifestações foram mais amenas, obviamente para nós que analisamos os fatos de longe. A bola da vez tem sido a Líbia, e ao que nos parece, os rumos da rebelião já pode ser considerado o mais trágico, pois segundo informações, nem sempre confirmadas, o número de mortos já passa de mil.
Algumas temas importantes destes eventos devem ser discutidas. O UOL notícias convidou um time de especialistas para discutir algumas destas questões. Eu  como professor da área acho válido repassar repassar nesse blog.
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Os convidados foram:
Elizabeth Iskander. Pesquisadora ligada ao departamento de relações internacionais da London School of Economics, com foco em política, sociedade e direito no Oriente Médio

Osvaldo Coggiola. Doutor em História Comparada das Sociedades Contemporâneas pela École ês Hautes Études em Sciences Sociales. É professor da Universidade de São Paulo

Vânia Carvalho. Doutora em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade de Hildesheim, Alemanha. É professora na Universidade de Brasília

Mohamed Habib. Egípcio radicado no Brasil, vice-presidente do Instituto de Cultura Árabe e autor de diversos artigos sobre geografia política do Oriente Médio e do mundo árabe.



Eis as cinco questões centrais levantadas na onda de levantes populares no mundo árabe:
1. O processo em curso no norte da África e no Oriente Médio é uma "revolução"?

 Elizabeth Iskander
Não acho que podemos chamar este processo de uma revolução integral, o que foi atingido até o momento é uma mudança parcial de regime. Mas isso não tira a relevância da incrível conquista desses levantes populares: a percepção de que a sociedade pode se engajar e mudar sistemas políticos que estiveram estagnados por tanto tempo é de fato revolucionária
 
 

Osvaldo Coggiola
Sim, questiona não só os governos, mas os regimes políticos e as suas relações internacionais

Vânia Carvalho


Com certeza, tanto no Egito como na Tunísia ocorreram revoluções. Se eventos similares ocorrerão noutros países, só o tempo o dirá.

Mohamed Habib
Por enquanto, eu chamaria o processo de levantes populares. A revolução seria a concretização do processo e a transferência, de fato, do poder das mãos de um ditador para um governo democraticamente eleito pelo povo

2.A internet tem poder para derrubar ditaduras?

Elizabeth Iskander


A internet não derruba ditadores. Em sociedades nas quais a esfera pública é restrita e a imprensa é censurada, a internet deu às pessoas um mecanismo para comunicação e discussão. Mas o que a internet faz adquire a forma do propósito daquele que a utiliza. O caráter das mídias sociais em particular permitiu as pessoas a se conectarem e ofereceu um veículo para que os movimentos sociais e políticos existentes fossem visíveis e viáveis



Osvaldo Coggiola
Não



Vânia Carvalho
A internet em si não, mas a sua utilização como veículo para alcançar e mobilizar grandes grupos de pessoas para uma causa comum e alterar assim os destinos políticos de um país, sem dúvida

Mohamed Habib


Como instrumento, sim. Os últimos acontecimentos, principalmente no Egito, mostraram claramente que todas as formas de tecnologia de informação e de telecomunicação foram fundamentais para fortalecer o movimento popular para derrubar a ditadura. Imaginemos a ausência desses instrumentos de comunicação: esses milhares de jovens não teriam como passar informações para fora da praça. Ainda mais, sem esses instrumentos, esses jovens todos seriam mortos pelas armas das forças de segurança do ditador, antes do mundo saber do levante

3. Qual o elemento decisivo para que esta onda de protestos fosse deflagrada?

Elizabeth Iskander

Estagnação. Esses países estiveram sob ditaduras de líder único, frequentemente por décadas, com pouca perspectiva de mudança. Uma nova geração nasceu e cresceu sob o comando dos autocratas e está procurando possibilidades e tem esperança no futuro. Uma vez que uma rachadura aparece, a frustração empurra os muros que aprisionaram suas sociedades por tanto tempo



Osvaldo Coggiola
O estopim das mobilizações foi a crise econômica mundial. Afinal, foi a necessidade que provocou a imolação por fogo de um jovem na Tunísia. Há desemprego em massa nesses países



Vânia Carvalho
O chamado mundo árabe é a única região do mundo que não experienciou nenhuma transição do autoritarismo para a democracia nos últimos 40 anos. As frustrações de populações jovens (em muitos casos constituindo a maioria da população), desempregadas e sem perspectivas de futuro têm sido o motor destas revoluções





Mohamed Habib
Podemos listar um conjunto de fatores como, por exemplo, a degradação da qualidade de vida, miséria, falta de emprego, falta de perspectivas por um futuro melhor, sofrer nas mãos de um regime repressor, falta de democracia e de direitos políticos e, ainda, comparar com o relativo conforto na vida de países ocidentais, usufruindo dos seus direitos políticos, como o caso do Brasil
  
4. Quem ganha e quem perde com a onda de revoltas na região?

 Elizabeth Iskander


Esta questão está ainda em aberto. No curto prazo, as pessoas tem um novo sentimento de poder e novas perspectivas diante de si. Se suas demandas por uma sociedade justa e democráticas fincarem raízes, então acho que todos nós ganharemos. Claramente há grupos que tentarão desviar o espírito dos protestos para seus próprios interesses. Se eles conseguirem, a democracia e a juventude árabe perderão



Osvaldo Coggiola
Depende do desfecho. Os povos já ganharam muito. Dizer que os EUA é que vão ganhar é uma mentira deslavada



Vânia Carvalho
Quem perde são os governantes depostos e quem ganha são as populações, se estas conseguirem efetivamente implementar um regime democrático. Tem-se falado muito da situação de Israel, mas o processo de paz tem sido até agora letra-morta, e não se pode manter uma dita estabilidade à custa da repressão de milhões de pessoas. Penso que estas potenciais mudanças de regime no Oriente Médio podem oferecer uma oportunidade a Israel e aos EUA de repensarem as suas relações com a região



Mohamed Habib
Quem ganha é aquele que vivia, injustamente, perdendo; e quem perde é aquele que vivia, ilicitamente, ganhando. Ou seja, o povo começaria a ganhar a sua dignidade para poder viver num Estado democrático de direito. Ganha a juventude do mundo árabe, que ainda vive marginalizada quando comparada com o Ocidente. Perdem os ditadores e os exploradores da região, incluindo as multinacionais petrolíferas

5. Na sua avaliação, quais governos serão os próximos cair?









Elizabeth Iskander
Os eventos na Líbia agora parecem ser um caminho sem volta, mas Gaddafi vê a si mesmo como defensor, não só de seu poder, mas da revolução. Assim como a liderança iraniana e a Guarda Revolucionária, é justificável para ele usar a violência, mesmo via Exército, contra seu próprio povo. Bahrein, Iêmen e Argélia testemunharam violência, mas até agora não atingiram a força de Tunísia, Egito e Líbia. Contudo, isso pode mudar a qualquer momento

Osvaldo Coggiola




Líbia e, depois, Argélia






Vânia Carvalho
Acho que a Líbia, o Iêmen e a Argélia devem ser acompanhados com atenção. As monarquias da região, nomeadamente a Jordânia e o Bahrein, apesar de enfrentarem protestos sérios, não estão ainda em situação de mudança de regime









Mohamed Habib
Colocando como critério os problemas socioeconômicos como causas prioritárias e depois os políticos, posso imaginar uma sequência a seguir: repúblicas e depois monarquias. Nas primeiras, após Tunísia, Egito e Líbia, teremos, possivelmente, Iêmen, Argélia e Marrocos. As monarquias serão mais democráticas, com parlamentos eleitos livremente, mais direitos políticos a mulher, melhor distribuição de renda, socializar a educação e maior liberdade de expressão.

Como podemos observar não há unanimidade com relação as características e perspectivas desses episódios. Tudo que acontece nesses países é bastante contraditório e emblemático. Esperemos o rumo dos acontecimentos e quais as ações que serão tomadas pela ONU e pelos Estados Unidos e União Européia.


Um forte abraço a todos.


Célio

PS. Este tema faz parte do programa do Prise para o 2o ano e Enem.

 


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Seja um professor.

O governo Federal vem fazendo uma campanha maciça na mídia convocando os brasileiros para se tornarem professores (não sei se isso é possível), mas em todo caso este é o objetivo do governo brasileiro que pretende transformar o país em uma potencia e sabe que isso só será possível melhorando os índices educacionais. Mas será que vale a pena ser professor nos dias de hoje?
Este ano estou completando 25 anos ininterruptos de sala de aula e lembro (ainda tenho boa memória) que há alguns anos atrás quando ouvia relatos de colegas meus que não admitiam de forma alguma que seus filhos se tornassem professores como eles. Eu ficava indignado, pois não aceitava que esses mesmos colegas fossem os primeiros a desprestigiarem nossa profissão. Por outro lado todas as vezes que minha filha Larissa falava que gostaria de ser professora, eu ficava alegre e lisonjeado por saber que ela estava seguindo meus passos e de minha esposa também professora, isso significava que eu conseguia inspirá-la a esta nobre função.
Hoje, não muito tempo depois, confesso que tenho ficado preocupado por saber que ela ainda mantém esse desejo. E ai vem a pergunta: será que vale a pena estimular minha filha ser professora? Será que não é melhor desestimulá-la?
Vejamos as razoes de minha preocupação:
1.      Quando comecei a lecionar, ainda percebia certo respeito para com a figura do professor. O professor não era um indivíduo que não tinha tido sucesso em outras áreas e por isso tornou-se professor. Não, eu era visto como alguém que tinha dom para desempenhar este papel e fazia com muito afeto.
2.      A direção das escolas via esta (a própria escola) como um meio de transformar a situação de várias crianças e o seu propósito maior era o de formar cidadãos preparados para o mundo, tanto academicamente como no aspecto moral. Acreditava-se e lutava-se por isso (não apenas um slogan de outdoor). Hoje as escolas, principalmente as particulares, na sua maioria, veem a escola como uma fonte de enriquecimento dos empresários da educação e os pais, responsáveis e alunos como clientes, sendo assim, estes sempre têm a razão. Os professores são sufocados e pressionados a serem apenas bons atendentes destes seus “patrões”. Algumas situações são absurdas. Uma colega professora percebeu que o aluno estava colando e retirou-lhe a prova e o levou a coordenação. O que esperaríamos? Que o aluno ficasse sem nota e fosse duramente repreendido (em minha opinião, poderia muito bem ser expulso para servir de exemplo aos demais. Não era assim antes?), mas o que aconteceu? A professora, depois que a família veio pressionar a direção da escola, teve quase que pedir desculpas ao aluno por tê-lo constrangido ao retirar-lhe a prova... é um absurdo ou não?
3.      Os pais, responsáveis pela educação dos filhos, cada vez mais querem deixar essa responsabilidade nas mãos dos professores, e ao mesmo tempo quando nós professores tomamos atitudes que cremos ser boas para o desenvolvimento desses mesmos filhos, somos tachados de tacanhos e outros adjetivos muitas vezes impublicáveis. Muitas vezes, acham que seus filhos são os donos da verdade e acreditam em tudo o que os filhos relatam em casa, sem ir à escola conversar com o professor para saber que outra versão o caso apresenta.
4.      O que dizer da pedagogia? Entrando na onda das “escolas-comércio”, são cada vez mais frouxas e permissivas, de modo que os alunos são cada vez mais ousados e mal educados, deixando nós, professores, à mercê de um sistema maléfico. O que dizer da psicologia educacional, não se pode beijar ou abraçar uma criança: cuidado professor aí vem processo, pode ser assédio sexual (onde fica a tal da afetividade, tão exigida dos professores). Não se pode dá uma bronca em público, mesmo quando o aluno apronta na frente de todos, cuidado professor, lá vem processo, o aluno não pode ser constrangido. Já tive alunos que me viam como pai e às vezes me davam um abraço tão apertado que a coluna reclamava. Ficava meio sem graça. Até que ponto poderia refletir tal afeto, sem “correr riscos”??? O professor sempre é visto de forma suspeita!

5.      E o salário? Na maioria das vezes alguns professores têm vergonha de dizer quanto ganham, mas eu sei que isso não é “privilégio” só dos professores – acho que apenas os políticos tem um salário “digno”em nosso país. Há escolas que até remuneram muito bem, mas o professor é obrigado a trabalhar em um ambiente em que todos mandam ... os pais bons ou maus pagadores mandam. Os diretores mandam. Os alunos, isso mesmo, mandam e até quem sabe o copeiro manda, mas o professor o que faz? OBEDECE E SE RESIGNA AO SISTEMA. Será que vale a pena ganhar bem e ser um mero subalterno ao invés de um instrumento de mudança na sociedade?

Qual o resultado de tudo isso? A mídia vem demonstrando... professores espancados por alunos e pais e quantos casos de professores surtando. A pergunta continua a procurar a resposta. Vale a pena ser professor no Brasil?  Na Coreia é certo que vale! Lá uma família para ter prestígio tem que ter um professor. Pense nisso!

PS: como sugestão leia a visão da família no artigo de Cláudio de Moura Castro sob o título: O Sputnik chinês e a educação. – Revista Veja de 9 de fevereiro de 2011.
Um forte abraço

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Boas vindas

A partir de hoje estou me tornando mais um blogueiro. Demorei a aceitar tal idéia, porém diante da necessidade de expor aquilo que penso sobre assuntos do nosso cotidiano, principalmente sobre o que mais gosto de falar: as riquezas do evangelho (cosmovisão verdadeiramente bíblica), futebol (esporte que fui ensinado a gostar desde criança pelo meu pai) e assuntos geopolíticos (afinal de contas fazem parte da minha vida profissional), é que resolvi aderir a esta tecnologia de informação. Não significa, entretanto, que outros assuntos não serão postados e que sempre apresentarei apenas a minha opnião.
É importante ressaltar, que muito embora possa parecer estranho para alguns, tratar de assuntos aparentemente tão opostos - evangelho e futebol, creio porém, que não devemos fazer separação entre o secular e o religioso, já disse o ex-Primeiro Ministro da Holanda Abraham Kuypper: "nào há nada neste mundo que Deus não possa colocar o seu dedo e dizer é meu" e o Apóstolo Paulo afirmou: "quer comamos ou bebamos ou façamos outra coisa qualquer façamos para glória de Deus". Portanto aqui apresentarei minha opnião sempre diante desta visão.

O nome do blog significa coisas diferentes... devemos muitas e não poucas vezes nadar contra a maré e pensar de forma diferente do padrão normal que o mundo nos apresenta. Espero assim poder contribuir com os leitores deste blog.

um forte abraço e aguardem as postagens.

Célio